quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Intimidade
Claro que é autobiográfico. Eu sou auto-referente, o tempo todo. Isso te
assusta? Você se sente invadido, intimidado, exposto? Mas não é só você, são
vários juntos num só. Na verdade, sou eu, é o meu olhar que está ali, o meu
sentimento. Não posso evitar, desculpa. Não, não é desabafo: eu só preciso de
verdade no que eu escrevo, se eu tentar me distanciar pra escrever vai ser uma
coisa vazia, falsa. Eu não preciso ser boa, só preciso ser verdadeira. É,
PRECISO. Não tem querer aqui. Eu já te disse, disse pra tantas pessoas: essa
porra te escolhe. A literatura. Não tem jeito. E aí saem coisas assim, como o
que está te perturbando agora. Como assim agora não restam dúvidas? Dúvidas do
quê? Mas eu só falei coisas que você está cansado de saber, conversas que a
gente teve. Claro, não foi literal, não vou ficar contando minha vida em
detalhes por aí. Era só o que eu tava sentindo, uma idéia que me veio naquele
dia em a gente dormiu junto e depois nós ficamos conversando
sobre outros tempos, sobre as nossas vidas agora (tanta coisa aconteceu nesses dias, enquanto
nós não nos vimos nem falamos direito) e sobre como nós continuamos os mesmos de
sempre e tão mudados. Tudo muito lindo. Achei bonito, só, e quis escrever sobre a gente.
Tantos textos que eternizaram homens efêmeros, por que não fazer um sobre o que,
como diz você, vai permanecer na minha vida? Não fica assim, ninguém vai saber
sobre quem é. Só você.
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