...ao fim de cada noite, com as últimas forças que lhe restam, ela tira a roupa do corpo, o lençol da cama e deita. Deixa cair as lágrimas guardadas de um dia inteiro. Vinte e quatro horas de fingimento, de sorrisos vazios, acenos de cabeça, conversas sem cor e olhares que fitam, mas não enxergam por que teimam em sonhar. Ainda. Teimam em querer ver o que não está mais a vista e nem quer estar. Pensa em como foi difícil suportar o peso das lembranças que não a deixam nem por um minuto sequer, não dão trégua e fortalecem o mínimo sinal: um cheiro, uma voz, uma palavra gritada por qualquer razão que seja, uma boca desconhecida, mas um nome familiar.
Cheio de sentimento. Cheio de tristeza...
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