Cheguei a um ponto da minha vida em que pouca coisa parece me servir, não no sentido de ser útil, puro e simplesmente, mas de ser bom para mim, de me acrescentar em qualquer coisa que seja. Digo ponto tentando dar uma visão mais geométrica, porque sei que daqui pra frente posso ir em qualquer direção, posso trilhar meu próprio caminho pontilhado, voltando às inconstâncias dos altos e baixos febris ou mantendo uma reta constante.
Porém, agora, só consigo trabalhar por mim, para mim e em mim, de todos os sentidos e maneiras, destacando-me, ocupando um ponto maior, visível mesmo a uma longa distância, mas sedentário. Este é, talvez, o momento mais egoísta de todos: egocêntrico e, consequentemente, nada altruísta. Como se mostrar-me capaz, melhor e acima de certas coisas e pessoas fosse fundamental.
Não estou analisando minha atitude como certa ou errada, não quero me prender a conceitos, apenas constato um fato.
Fato este, no momento, irrefutável.
Você consegue dizer exatamente aquilo que eu penso e que eu sinto, mas não consigo organizar na cabeça e menos ainda por no papel. Parabéns pela clareza e por escrever tão bem!
ResponderExcluirQue comentário curioso!
ExcluirJustamente num dia em que não divulguei o blog... :)
Não faço idéia de quem seja, mas agradeço o carinho.
Desde que iniciei esse projeto, tenho por objetivo expressar meus sentimentos, nada mais que isso.
É maravilhoso ver pessoas que se identificam comigo e/ou com minha forma de escrita... Isso nos torna menos sozinhos em meio a multidão.
Abraço!